O GEPP

O Grupo Etnográfico da Portela das Padeiras

Foi fundado a 15 de Maio de 1981 em Santarém,  e tem a sua sede na Associação Cruz de Cristo Futebol Clube desta localidade.

A Portela das Padeiras está situada a 3 Km da histórica cidade de Santarém, capital do Ribatejo, pertence à freguesia de S. Salvador e encontra-se na zona etnograficamente denominada bairro, zona esta que toca em parte com a lezíria, razão da mistura de alguns trajes e danças, pois que no bairro vive um povo de carácter sóbrio e melancólico em que a família é quase sempre proprietária de um pouco de terra que lhe garante a sua subsistência, sendo os seus trajes a sua música e maneira de bailar mais lenta sóbria, porém muito elegante.

Por outro lado na lezíria vive um povo de carácter forte e voluntário de que o campino é o grande paradigma.

A vida dos seus Habitantes é de intensa labuta, da qual não faltam as preocupações quer na constante luta com os toiros, quer no combate às inundações.

Sendo os seus trajes mais garridos dos quais se destaca o colete encarnado dos campinos ou as saias domingueiras das mulheres, assim como as melodias e danças são geralmente mais curtas e movimentadas.

A Portela das Padeiras é uma região essencialmente voltada para a agricultura, predominando as culturas cerealíferas e a produção do azeite e do vinho, proveniente dos olivais que caracterizam a paisagem e das vinhas existentes nos pedaços de terra junto ao Rio Tejo.

O Grupo realizou uma recolha de danças, cantares e trajes que reportam aos finais do século XIX, princípios do século XX e tem-se empenhado na divulgação desses usos e costumes da sua terra.

Fazem parte das suas danças os bailaricos, fadinhos, verde-gaio, choutice, fandango e algumas danças palacianas evocando épocas remotas.

Instrumentalmente é composto por acordeão, viola, bilha, cana rachada, reco-reco, ferrinhos a cujos sons se ajustam as vozes dos cantadores.

A actividades do Grupo é marcada pela sua maneira de estar na divulgação da sua região e da sua terra, no contributo para a aproximação entre as “gentes” e o seu intercâmbio cultural e etnográfico.

No seu já longo historial podem contar-se várias actuações no estrangeiro, nomeadamente 2 deslocações ao Brasil, deslocações a Espanha, Republica Checa e Portugal de norte a Sul e Ilhas dos Açores   e   Madeira.